espaços
... TEXTURAS, FORMAS, CORES, PALAVRAS, SONS...


É melhor não ser partidário daquilo ao qual não se pode ser integralmente fiel.

O problema em estampar na testa muitos valores é ter seus mínimos deslizes notados.

Pequenos atos passam a significar desvio de caráter.

Vista do Alto da Sé.
Cidade Alta, Olinda - PE.
Azulejo holandês.
Cidade Alta, Olinda - PE

Tem alguém aqui. Com o mesmo rosto que o meu, a mesma voz, os mesmos cabelos, as mesmas vísceras. Ligeiramente familiar em valores, mas distinto em comportamentos, pensamentos, sentimentos… Os repudio. Todos.

Cidade Alta, Olinda - PE
Espaço para o desapego

Estalo de perceber que, com quem quer que fosse, os questionamentos seriam os mesmos, com maior ou menor intensidade. A perceção se sobrepõe à teoria desgastada.

Sou eu e “meu vigente ser estranho”, que me cansa mais que aos outros.

Não há mais sentido em querer que enxerguem esse ser e suas necessidades imediatas. O sentido a tomar é o desapego…

Um buraco escuro e frio pode ser o mais confortável dos espaços - o limite imaginário que circunscrevi a mim.

Antes por medo. Me encolhi; fiz do antigo quarto uma bagunça de objetos e roupas e desejei estar submersa a eles. Era silêncio e só.

Fiz desse “canto” meu lar, onde era inatingível. E, como fluído, fui me acomodando a ele até os limites não serem mais físicos.

Todo espaço alheio me seduz e me intimida. Na dúvida, prefiro a familiaridade do velho buraco, embora úmido, fétido, cheio de mofo.

Holi Festival, Índia.
Via

 


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M.A.